Diário de uma criança de rua

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Debaixo de uma ponte foi onde criei o meu castelo, onde sozinho eu mesmo cuido e zelo. Castelo esse que nem tem iluminação, que o barulho do meu vídeo game dá lugar a trânsito e transição de gente, indo e vindo de todo lugar, que passam por mim e desviam o olhar, preferem nem reparar, fingem não me notar.

Juro, nessa idade, tudo o que eu queria era não ter que me cuidar e sim ser cuidado. De olhos fechados, eu choro calado, no pensamento lamento de “por que comigo, o que eu fiz de errado?”.

No braço queimaduras de cigarro, pés descalços, olhar cansado, pedindo dinheiro de carro em carro, fumando um cigarro. Tenho 12 anos, mas é a vivência que faz de um menino um homem, é claro!

É, o mundo nas costas e a dor nas custas, situação drástica, essa ferida é injusta. O que eu desejo é que você repense seus conceitos, ajude o próximo e não julgue o próximo pela sua cor ou jeito.

Texto escrito por Helena S. dos Santos, aluna da primeira série do ensino médio da E. E. Dom Barreto, como reflexão sobre o filme assistido “Quanto vale ou é por quilo?”.

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Esse post foi publicado em Guest Post 1a Série (2015). Bookmark o link permanente.

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