Algumas matérias sobre as mulheres no Brasil, às vésperas do “Dia 8 de Março” de 2015

Dia Internacional da Mulher

Dia Internacional da Mulher

Às vésperas do Dia Internacional da Mulher, que é um dia de luta e não de festa, o Brasil mostra o quanto o patriarcado, o machismo, a misoginia prevalecem na nossa sociedade, fazendo vítimas da violência doméstica, da cultura do estupro, mas, também, nos meios estudantis, na política e em todas as esferas da sociedade. Por outro lado, as mulheres mostram sua garra para lutar.

Leia adiante algumas matérias veiculadas hoje:

 “Socióloga afirma ter sido agredida por estudantes ao filmar ‘leilão de bixos'”

Ocorreu na UFCSar (Universidade Federal de São Carlos, em 4/3/2015)

“Sob intervenção de Cunha, bancada feminina da Câmara racha às vésperas de escolher cargos da Secretaria da Mulher”

Presidente da Câmara, Eduardo Cunha, está colocando em prática o controle religioso sobre a organização das mulheres. Fé, economia e poder nas mãos de fundamentalistas caminham juntos para que afundemos cada dia mais no patriarcado e na misoginia.

“Professoras do Paraná”

A categoria de professores é formada por uma ampla maioria de mulheres, em todos os estados do Brasil. No Paraná, a greve pela luta por melhor qualidade para educação é a expressão do quanto as mulheres estão conscientes de seu papel na sociedade.

“Nossos corpos incômodos”

O depoimento de uma mulher negra sobre a tomada de consciência em relação à sua negritude e o processo de empoderamento na luta contra a opressão racista, machista e de classe social.

“Feminicídio passa a ser considerado crime hediondo”

Essa é uma antiga reivindicação das mulheres brasileiras e foi aprovada pela Câmara dos Deputados (aquela que agora é presidida por Eduardo Cunha, que fará tudo para que os direitos das mulheres não sejam respeitados):

“A Câmara aprovou hoje (3) o projeto de lei do Senado que classifica o feminicídio como crime hediondo e o inclui como homicídio qualificado. O texto modifica o Código Penal para incluir o crime – assassinato de mulher por razões de gênero – entre os tipos de homicídio qualificado. O projeto vai agora à sanção presidencial.

A proposta aprovada estabelece que existem razões de gênero quando o crime envolver violência doméstica e familiar, ou menosprezo e discriminação contra a condição de mulher. O projeto foi elaborado pela Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) da Violência contra a Mulher.

Ele prevê o aumento da pena em um terço se o crime acontecer durante a gestação ou nos três meses posteriores ao parto; se for contra adolescente menor de 14 anos ou adulto acima de 60 anos ou ainda pessoa com deficiência. Também se o assassinato for cometido na presença de descendente ou ascendente da vítima.

Na justificativa do projeto, a CPMI destacou o homicídio de 43,7 mil mulheres no Brasil de 2000 a 2010, sendo que mais de 40%  das vítimas foram assassinadas dentro de suas casas, muitas pelos companheiros ou ex-companheiros. Além disso, a comissão afirmou que essa estatística colocou o Brasil na sétima posição mundial de assassinatos de mulheres. “

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Sobre Edwiges Rabello de Lima

Mulher.
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