WEBER: “A ‘objetividade’ do conhecimento nas ciências sociais”

Leitura de Edwiges Rabello de Limadownload

Em 1904 Weber escreveu a definição programática da revista “Arquivo para a Ciência Social e a Política Social”, da qual era editor.

Para isso, Weber elegeu como questão central o significado da própria ideia de objetividade para estudo científico do mundo social humano, buscando compreender sua especificidade e a maneira são construídos e utilizados os conceitos para seu conhecimento.

Seu ponto de partida é a afirmação de que o campo das ciências da cultura* investiga fatos e não se baseia em valores; busca conhecer a realidade empírica por meio da observação da convivência humana. Fala do que é (juízo de fato) e não do que deve ser (juízo de valor). Não produz normas e ideais, não sendo, então, a fonte de onde se extrairá receitas para a prática.

Porém, Weber vai além dessas primeiras assertivas para falar sobre o que significa a objetividade nas ciências sociais.

Weber dá entrada à problemática da objetividade falando da distinção entre juízos de fato e juízos de valor. Sua escolha por esse rumo, e não pela dicotomia cartesiana que trata da distinção entre ‘objetivo’ e ‘subjetivo’, se deve a que não

As escolhas dos cientistas baseiam-se no significado que determinadas partes da realidade têm para eles.

Isso ocorre por que o que lhe foi solicitado ou é mais viável para ser pesquisado tem significado no mundo cultural no qual está inserido.

Para Weber, cultura é um campo em disputa de significados que serão atribuídos pelos próprios homens, servindo como um filtro.

*Weber chama as ciências sociais de ciências da cultura
por uma razão que fundamenta sua argumentação.

Videos de Márcio Carvalho, sobre “A ‘Objetividade’ do Conhecimento nas Ciências Sociais”

Publicados em 3 de jun de 2017

Páginas 79 a 83

Carvalho retoma a separação sistemática entre mundo do espírito e mundo da matéria que Descartes (1596-1650) propôs: matéria e alma seriam duas substâncias diferentes, no universo, e a observação do sujeito sobre a matéria introduz erros. Essa separação sistemática garantiria a objetividade científica, cujos critérios definem que os mesmos dados observados por diferentes sujeitos resultam semelhantes. Manteria-se, assim, a independência entre os fenômenos, que conteriam em si um caráter próprio -existência e características-, e o observador. Objetividade oporia-se a subjetividade, que referiria-se ao sujeito observador.

Weber afirma que nas ciências sociais os fenômenos não conteriam um caráter em si como nas ciências exatas. O que condiciona o caráter de fenômeno ‘sócio-econômico’, por exemplo, é o interesse do observador em conhecer esse evento. Tal interesse, por sua vez, é orientado pelo significado cultural atribuído ao fenômeno. Dessa maneira,


Páginas 84 a 99


Roteiro de leitura de “A ‘Objetividade’ do Conhecimento nas Ciências Sociais”

Roteiro para leitura– pelo edisciplinas.usp



REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

CARVALHO, Márcio. Max Weber – A “Objetividade” do Conhecimento nas Ciências Sociais – Parte 1.0 . Vídeo. Disponível em: <https://www.youtube.com/watch?v=4Q9kUMFCIqc&gt;. Acesso em: 08 de set. 2018.

CARVALHO, Márcio. Max Weber – A “Objetividade” do Conhecimento nas Ciências Sociais – Parte 1.1 . Vídeo. Disponível em: <https://www.youtube.com/watch?v=aW3Ce8H-cuE&gt;. Acesso em: 08 de set. 2018.

CARVALHO, Márcio. Max Weber – A “Objetividade” do Conhecimento nas Ciências Sociais – Parte 2.0 . Vídeo. Disponível em: <https://www.youtube.com/watch?v=MtysGUIOCcY&gt;. Acesso em: 08 de set. 2018.

CARVALHO, Márcio. Max Weber – A “Objetividade” do Conhecimento nas Ciências Sociais – Parte 2.1 . Vídeo. Disponível em: <https://www.youtube.com/watch?v=_m1bIz-AlJI&gt;. Acesso em: 08 de set. 2018.

WEBER, Max. A “objetividade” do conhecimento nas ciências sociais. Tradução Gabriel Cohn. São Paulo: Ática, 2006.

USP. Roteiro para a leitura do texto A “Objetividade” do Conhecimento nas Ciências Sociais. Site e-Disciplinas Sistema de Apoio às Disciplinas. Disponível em: <https://edisciplinas.usp.br/pluginfile.php/124583/mod_resource/content/1/Roteiro%20de%20Leitura%20-%20A%20objetividade%20do%20conhecimento.pdf&gt;. Acesso em: 08 de set. 2018.

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Filme: “La Enfermidad del Domingo”, de Ramón Salazar

Uma separação, uma busca, o encontro e o reencontro.

Ambientado na Espanha atual, essa história apresenta temas crus como as escolhas de cada personagem por uma forma de viver até o limite.

1366_2000

Fonte: Site Espinof

Muchas veces damos por sentado que una madre tiene que querer a sus hijos de forma incondicional, pero cada por tres salen casos que dejan claro que no es el caso, por no hablar de otros muchos de los que nunca llegamos a saber nada. Por ejemplo, algunos tenemos la imagen de antaño de mujeres teniendo que dejar a su descendencia en un orfanato por falta de recursos, pero también hay casos en los que se hace porque así no pierdes tu libertad.

Crítica em Espinof: ‘La enfermedad del domingo’, un crudo drama con estupendas actuaciones

Trailer: La enfermedad del domingo – Trailer (HD)

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Como fazer OFÍCIOS

Como fazer um ofício

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Um convite atemporal

Para refletirmos sobre capacitismo.

Diário da mãe da Alice

Era uma festa de criança. Havia cores e sons salpicados por todo lado. Quando se formou a roda das brincadeiras, a meninada dançava radiante. Alice e eu resolvemos, então, nos juntar ao grupo. Amparando seu tronco em minhas pernas, seus braços em minhas mãos, seu querer no meu, entregamo-nos também às batidas das canções e do alvoroço. De pé – à nossa maneira-, o sorriso de minha pequena distribuía senha para o regozijo despretensioso de quem lhe pudesse notar. Quando o bastante nos dobrou as pernas, voltamos a nos sentar, enquanto sentíamos a satisfação escorrer úmida e quente em nossas faces.

Não durou um minuto até que fosse surpreendida por uma abordagem que propunha que eu buscasse um local, em cidade vizinha, para que Alice fosse curada. Lá, ela dizia, há solução para toda doença, há quem tenha chegado em cadeira de rodas e saído andando. Senti tristeza. Não foi…

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Apresentação do livro “Luta Antimanicomial e Feminismos”, de Melissa Pereira e Rachel G. Passos (org.)

Clube de Leitura - Mulheres Que Leem Mulheres

A Luta AntimanicomialPEREIRA e PASSOS-Luta Antim.e Feminismos

A luta antimanicomial é um movimento amplo que contrapõe-se ao espaço físico, bem como aos saberes e práticas que relacionam “loucura, sofrimento psíquico e/ou uso de álcool e outras drogas necessariamente e quase unicamente à doença, periculosidade, inabilidade e àquilo que necessita de tutela e contenção física e química”. (2017: 9)

A lógica e a prática manicomial constituíram-se como uma das formas de opressão que organizam o sistema capitalista, garantindo seu funcionamento.

Portanto, a luta antimanicomial 1) contesta o manicômio; 2) propõe alternativas libertárias e criativas; 3) mas, também, extrapola as questões “primeiramente denominadas de ‘saúde mental’” (2017: 10). A luta pela garantia de atendimento psicossocial é tão importante quanto aquela por direitos sociais (moradia, educação, cultura, lazer, trabalho, renda).

Feminismos e luta antimanicomial: gênero, raça e classe

O livro expressa demandas militantes e acadêmicas por publicizar a temática luta antimanicomial e feminismos nas perspectivas das relações de gênero…

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#ÉCapacitismoQuando: Nick Vujicic vem para o Brasil!

Desintegrações

Me lembro da primeira vez que vi Nick Vujicic. Já faz um bom tempo. Foi por coincidência através de um de seus vídeos no YouTube [assista aqui]. Nick aparecia intrépido, comunicativo, motivador. Sem as pernas e braços, Nick, sobre uma mesa, palestra para milhares de espectadores. Eles e elas olham hipnotizados para Nick, que retribui com doces olhares, sorrisos sinceros e esperança no tom da fala. O vídeo mescla esses momentos com informações da vida de Nick, a falta congênita de seus membros, seus projetos filantrópicos, sua família, sua paixão por golf.

De repente, as imagens focalizam os rostos dos espectadores. Olhos marejados com lágrimas escorrendo enquanto Nick continua a motivar-lhes e a dizer: “A vida é boa! Se eu consegui sem meus braços, claro que vocês conseguem!” A plateia vai ao delírio e todos aplaudem Nick pensando: se até ele é feliz, sem braços e pernas, do…

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Exemplo de Mapa Conceitual feito para estudo próprio

A partir da uma Aula impressa sobre Recursos e Atividades em AVA (Ambiente Virtual de Aprendizagem) do curso PIGEAD (LANTE/UFF/UAB), confeccionei um MC para meu próprio uso em estudos e futuras consultas ao conteúdo organizado.

Tentei utilizar os parâmetros linguísticos que Nicola orienta, mas não tive preocupação em ser rigorosa por tratar-se de uma mero exercício pessoal.

Quem quiser poderá acessar neste blog às postagens sobre as orientações de Nicola, com anotações sobre e os links para os vídeos da professora.

Também indico a postagem sobre o Programa Cmap Tools, que utilizei para fazer o MC adiante.

2 BRASILEIRO, C.-MC-Recursos e atividades em AVA - Como escolher atividades para AVA

Mapa Conceitual sobre Aula 4 -Recursos e Atividades em AVA, de Brasileiro, 2017, PIGEAD – confeccionado por Edwiges Rabello de Lima

A MC adiante é um desdobramento de partes que não pude desenvolver no primeiro: “Recursos: Estrutura e Aplicação”. (Ainda está em processo de construção, mas é bom que tenhamos o exemplo também em processo:

4 BRASILEIRO, C.-MC-Rec. e ativ. em AVA-REC...REDUZIDO

Edwiges


REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

BRASILEIRO, Cristiane. Aula 4: Recursos e atividades em ambientes virtuais. Disciplina Planejamento de Curso a Distância com Foco no Aluno, curso PIGEAD/LANTE/UFF/UAB. 2017. Disponível em: <http://pigead.lanteuff.org/pluginfile.php/60620/mod_resource/content/8/Aula_4.pdf&gt;. Acesso em: 9 ago. 2017.

LUIZ, André. Mapas Conceituais – Utilizando o Cmap Tools. Youtube, 2011. Disponível em: <https://www.youtube.com/watch?v=uJaT9LlKvn4&gt;>. Acesso em 10 ago. 2017.

NICOLA, Rosane M. de S.. Mapa Conceitual: Parte 3. Youtube, 2015. Disponível em: <https://www.youtube.com/watch?v=ZxbLfTQYie8&t=6s&gt;>. Acesso em: 4 ago. 2017.

NICOLA, Rosane M. de S.. Mapa Conceitual: Parte 1. Youtube, 2015. Disponível em: <https://www.youtube.com/watch?v=OTRFAL9psMk&feature=youtu.be&gt;>. Acesso em: 4 ago. 2017.

NICOLA, Rosane M. de S.. Mapa Conceitual: Parte 2. Youtube, 2015. Disponível em: <https://www.youtube.com/watch?v=brsd9LVipQg&gt;. Acesso em: 4 ago. 2017.

NICOLA, Rosane M. de S.. Mapa Conceitual de Leitura usando o Cmaptools. Youtube, 2015. Disponível em: <https://www.youtube.com/watch?v=QdLRWwd-1kc&gt;>. Acesso em: 8 ago. 2017.

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Benito Damasceno: memória e a aprendizagem

Benito Damasceno, neurologista, pesquisador e professor da Unicamp fala ao site Oxigênio sobre memória e a aprendizagem

Benito Damasceno

Benito Damasceno


REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA

OXIGÊNIO. Entrevista com Benito Damasceno sobre memória e a aprendizagem. Disponível em: <http://oxigenio.comciencia.br/entrevista-com-benito-damasceno-sobre-memoria-e-a-aprendizagem/&gt;. Acesso em: 10 ago.2017.

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Preenchimento de Guia da previdência Social (INSS) – GPS

Para preenchimento da GPS (Guia da Previdência Social):

  1. acesse o site da Previdência Social e clique em “CALCULE”, no quadro verde:1.jpeg
  2. Clique em “Calcular Guia/Carnê”, no quadro verde:2.jpeg
  3. No quadro…

3

escolha uma das 3 opções…

4

  1. Preencha com seus dados

5

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1o. vídeo de Nicola: “Mapa Conceitual Parte 1” (Plano de Leitura)

Acesso aos 3 vídeos sobre Mapa Conceitual, com explicação da professora Rosane M. de S. Nicola, da PUCPR:


UMA ABORDAGEM SOB A PERSPECTIVA LINGUÍSTICA DO MAPA CONCEITUAL

Nicola prepara o Plano de Leitura (no 1o. video) e organiza o MC demonstrando cada passo no processo de Leitura (2o. e 3o. vídeos), a partir de uma perspectiva da linguística, valorizando cada detalhe na seleção de palavras chaves e separando criteriosamente as palavras e ideias do autor das do leitor, buscando apreender o estabelecimento de relações lógicas e significativas nesse diálogo autor-leitor.


Toda leitura deve ser feita com anotações, com um objetivo
para guiar a compreensão do livro: "Leitores sem objetivo
não têm nenhum resultado muito fidedigno, não vão poder
usar aquele conhecimento com mais clareza do que aqueles
leitores mais exigentes, que são capazes de voltarem ao
trabalho que leram há uma ano, por exemplo e resgatar com
toda qualidade aquilo que fizeram de leitura".
Ela ressalta: "Lê melhor quem lê com um lápis na mão."
(Nicola)

INTRODUÇÃO ÀS EXPLICAÇÕES DE NICOLA NO 1o VIDEO

Mapa Conceitual (MC) como estratégia de leitura para ‘texto longo’:

  • é uma forma de ler, pesquisar, criar textos prévios para dar suporte a uma exposição oral, uma dissertação, uma tese, um TCC;
  • Nicola recomenda que, primeiramente, se desenhe o MC numa folha A3 e, depois, utilize o Cmap Tools;
  • nesse vídeo ela explica e demonstra:
  1. o início da construção de um Plano de Leitura a partir dos títulos das partes encontrados no sumário de um livro;
  2. o processo de seleção de palavras chaves, a partir dos subtítulos ou ‘chamadas’.
Fotoleitura: "Os mapas conceituais definem aquilo que os olhos
são capazes de memorizar enquanto leem". (NICOLA) 

ESSE É UM EXERCÍCIO DA INTELIGÊNCIA ESPACIAL, usar bem o espaço,
pois isso é importante para a língua, pois "nós estabelecemos
relações lógicas com as informações que temos, sempre em algum
espaço, seja num mural, quadro, a tecnologia, num slide" (NICOLA)

Observação: ela não explica nesse vídeo como fazer com livros que não tenham subtítulos ou ‘chamadas’, mas faz isso no vídeo seguinte.


INICIANDO O PLANO DE LEITURA

FOUCAULT,M-Capa-História da LoucuraEscolhi um livro diferente do que Nicola utilizou
como exemplo.
Farei o mapa conceitual de "A História da Loucura:
na Idade Clássica", de Michel Foucault

História da Loucura está divido em 3 partes;

  • a Primeira Parte contém os capítulos de 1 a 5;
  • a Segunda Parte contém os de 6 a 9;
  • a Terceira Parte contém os de 10 a 14.

DISPOSIÇÃO DOS TÍTULOS NO ESPAÇO DO MAPA CONCEITUAL

Inciaremos com a “Primeira Parte” do livro “História da Loucura”:

  • numa folha A3, ao redor do título da parte, distribua os títulos dos 5 capítulos;
  • crie a sua ordem, pois não importa a ordem em que os títulos ao redor estejam;
  • trace os fios ligando o título da parte aos títulos dos capítulos, (no programa será feito com o mouse)
  • deixe abertura em cada fio para colocar as palavras de conexão.

Mapa Conceitual 0Nicola orienta:

  • não é de cima para baixo, como um esquema;
  • é do centro para as laterais [periferia];
  • segundo Nicola o MC deve ser construído a partir de retângulos, exclusivamente.
O VALOR DO TÍTULO
É importante perceber o valor do título, pois ele representa o
objetivo do autor, sua meta a ser cumprida ao final da escrita.

ESTABELECENDO RELAÇÕES LÓGICAS A PARTIR DO PLANO INICIAL

REGRAS BÁSICAS

  1. Nos retângulos utiliza-se somente palavras e termos dados
    pelo autor do livro,  acompanhando, assim, o pensamento dele.
  2. Fora dos retângulos, como nos vazios dos fios, somente
    palavras do leitor. Não são ideias do leitor. São termos
    coesivos (como: que, e, então, portanto, o qual e outros termos)
    que expressam as relações lógicas das ideias do autor com as suas,
    demonstrando que enquanto você lia estabeleceu tais relações
    lógicas.

PALAVRAS DE CONEXÃO

As palavras de conexão não podem ser significadas, pois elas é que significam os outros termos, ou seja, relacionam um termo com o outro.

PORTANTO, "O MAPA CONCEITUAL É A REPRESENTAÇÃO DA LEITURA", "é a
representação da sua leitura, como um diálogo entre o texto, o
autor, e você, como leitor" (NICOLA).

VERBOS DE DIZER*

  • usamos “os verbos de dizer” , pois são eles que dão a introdução da voz do outro;
  • utilizamos para fazer a relação inicial do título da parte com  os títulos dos capítulos;
  • não será obrigatório/necessário utilizar verbos de dizer nas etapas seguintes;
  • exemplo do que é um verbo de dizer: “Foucault afirma“;
  • exemplo do que não é um verbo de dizer: “Segundo o autor”.

*Nicola refere-se a um estudo anterior sobre resumos, que explicaria o que são esses verbos e dizer.

ABREVIATURAS

“Os mapas conceituais permitem que você use siglas, abreviaturas, sinais matemáticos, símbolos nas conexões, nunca dentro dos retângulos” (NICOLA)


SELEÇÃO DE PALAVRAS CHAVES A PARTIR DAS ‘CHAMADAS’ OU SUBTÍTULOS

O QUE É A 'CHAMADA' OU SUBTÍTULO?
Como numa reportagem, etc, é um subtítulo mais longo, antes
do texto completo. É uma maneira do autor explicar para o
leitor qual o objetivo dele.

Nicola orienta como dispor as palavras chaves no MC:

  • abra os campos de leitura;
  • “os campos podem ficar em torno de todo o retângulo“;
  • o MC deve “estar linear, correto, caprichado, com a apresentação que qualquer pessoa possa compreender“;
  • a gestão do papel é fundamental, para dar qualidade ao MC;
  • a letra deve ser pequena, mas legível.

Nicola explica como são selecionadas as palavras chaves:

  • as palavras chaves iniciais são encontradas nos subtítulos ou ‘chamadas’;
  • títulos muito longos, com mais de 7 ou 8 palavras, por exemplo, exigem uma seleção de palavras chave;
  • REGRA BÁSICA IMPORTANTE: não repita informações*, portanto, ao ler selecione apenas as palavras chaves imprescindíveis;
  • descarte todas palavras que podem ser inferidasdeduzidas;
  • tipos de palavras chave importantes: substantivos, verbos;

*O autor do livro utiliza a repetição como estratégia argumentativa de convencimento.

Nicola exemplifica a seleção de palavras chaves numa 'chamada'
do livro que utiliza.
No caso de nosso livro, A História da Loucura não há 'chamadas'
ou subtítulos. Portanto, teremos que fazer esse exercício 
a partir da leitura do conteúdo de cada capítulo.

VEJA A CONTINUIDADE DAS EXPLICAÇÕES NA POSTAGEM: 
"2o. e 3o. vídeos de Nicola: “Mapa Conceitual Parte 1”
e “Mapa Conceitual Parte 2” (Desenvolvimento da Leitura)"

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

FOUCAULT, Michel. A História da Loucura: na Idade Clássica. São Paulo: Editora Perspectiva S. A.: 2010.

NICOLA, Rosane M. de S.. Sem data. Mapa Conceitual: Parte 1. Disponível em: <https://www.youtube.com/watch?v=OTRFAL9psMk&feature=youtu.be&gt;. Acesso em: 4 ago. 2017.

 

 

 

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